Na última publicação falei um pouco sobre copos e taças para drinks que foram objetos de garimpo.
Volto ao assunto, mas agora de forma mais geral.
O garimpeiro urbano pode ser profissional, um amador com estilo próprio ou um acumulador.
Garimpar definitivamente faz parte da minha vida e há 10 anos eu me associei à Camila nesta atividade que nos traz tanto prazer, alegrias e alergias.
A origem disto tudo
Acho que o garimpo surgiu em minha vida com a necessidade de comprar livros enquanto eu cursava a Faculdade de Direito, nos famosos sebos.
No início eram livros jurídicos, mas depois se espalhou para as mais variadas seções e estantes: contos, romances, biografias, história, filosofia.
Vieram Kafka, José Saramago, Jô Soares, Holmes, Raduan Nassar, Machado e o mestre deste labirinto todo, Jorge Luis Borges.

Neste mesmo tempo veio o vinil, sobretudo com Chico Buarque. Nada mais acadêmico, digo, nada representa a vida estudantil como Chico Buarque:
Muita mutreta pra levar a situação
Meu Caro Amigo
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
E assim o garimpo tomou conta de minha vida.
Meu estilo de vida
Eu, Itamar, adotei o garimpo como forma de expressar meu estilo de vida.
Já disse na outra postagem, é espiritual, pois me acomete quase a todo momento.
Adoto o garimpo para me vestir: do blazer, passando pela gravata, lenço de bolso, relógios e sapatos. Não há limites.




Na verdade há um limite, mas ele é externo: há pouca oferta, ao menos para mim!
Os brechôs, lojas que atuam com produtos usados têm de tudo, porém são raros os lugares que os separam e cuidam bem da peça. Muitas vezes os mantem com danos e rasgos. Não é legal.
A moda masculina é ainda pior. O único cuidado que vemos atualmente alcança apenas um seguimento masculino, que é do grupo que gosta do vintage oversized, que não é o meu.
Há o Etiqueta Única que trabalha apenas com produtos bem cuidado, mas é focado em ostentar as marcas. Não é o meu grupo.
Bem, como pode ver, meu garimpar é árduo.
Além daqueles itens pessoais, há também acessórios variados. Por exemplo, os que utilizo para fumar charutos e para uma bebida.



Conclusão
Eu sou uma pessoa que sempre busca aplicar e replicar um estilo de vida em todas as situações.
Adotar o garimpo como meio de viver significa fazê-lo sempre: escolher objetos de uso pessoal, para a casa, o carro, presentes, a própria câmera fotográfica destas fotos, uma Fujfilm X-T2 garimpada, ainda que garimpo virtual.
Fazê-lo de forma ampla é forma que encontrei para me expressar e me encontrar e assim seguiremos.


Deixe uma resposta