O título desta publicação é mais pretencioso que o texto poderá entregar, obviamente. Não me ocorre qualquer impressão, por mínima que seja, sobre a cultura milenar italiana.
Eu, Itamar, já estive na Itália antes, mas essa foi a primeira viagem com o blog em operação, o que me levou a observar as cidades que passamos a partir dos objetos que propomos aqui: cotidiano, caminhar pelas cidades, comida e bebidas de rua e restaurantes, museus, forma de vestir e outros.
Para não deixar o texto muito longo, vou focar esta postagem em bebidas e comidas e deixar os estilos de se vestir e demais impressões para a segunda parte.
Minha preocupação com esses assuntos também não foi buscar locais especializados, mas sim ambientes que estejam no dia a dia, de passagem, mesmo porque os italianos vivem diariamente os Spritiz (bitter, espumante e água com gás), tal como o brasileiro com a cerveja e o chopp.
Bebidas
A primeira cidade que passamos foi Milão, que é considerada a cidade cosmopolita da Itália e o pouco que estivemos por lá foi possível sentir essa característica. Primeiro por chegamos no começo do Salome del Mobile, mais conhecido como Semana de Design de Milão, quando a cidade recebe a visita de milhares de pessoas não italianas.
Claramente o evento afetou o dia a dia da cidade, com muitas pessoas diferentes que deixaram as ruas dos principais bairros, como o Brera, repletas de destes viajantes, como nós, já que a Camila é arquiteta e acompanhou todo o movido de perto.
A propósito, enquanto aguardava Camila retornar do Salone, entre um passeio e outro com a Helena, conheci o Camparino in Galleria, que é um bar da Campari, e que fica na Piazza Duomo, bem na entrada da Galleria Vittorio Emanuele II.


O Camparino, balcão, acessível a qualquer pessoa que por ali queira, é lindo. Pequeno, lindo e acessível. O negroni é feito na velocidade da casa, porém com alta demanda, o que leva a uma bebida apenas razoável
Estivemos também no Bar Basso, que fica no bairro Città Studi, que é um bar para os boêmios, no molde do Bar Astor, na V. Madelena em SP.
Foi no Bar Basso que criaram o Negroni Sbagliato (errado em italiano). Bem, para os drinks que temos acesso em São Paulo, tudo estava “errado”. O old fashioned nos afastou de toda e qualquer experiência futura. O próprio Sbagliato era servido em uma taça enorme de praticamente 1 litro….desespero.

Depois deste, minha expectativa caiu bastante em Roma, Florença, Bologna e Veneza. Em Veneza ainda arrisquei o Harry’s Bar, que foi muito frequentado por Hemingway, Truman Capote, Peggy Guggenheim e outros.
No bar foi criado o coquetel Bellini e o carpaccio. Bem, o Bellini estava uma boa bebida. Já o Gin Martini foi uma decepção, isto porque serviram apenas um Tanqueray hiper gelado e sem qualquer guarnição para dar salinidade (azeitona) ou aroma (casca de limão)… além disso a bebida é muito cara, 25 euros.

Fechando esse assunto, e apesar de todas as decepções, o bom foi conhecer essa cultura italiana do aperitivo: um Spritiz, vinhos, poucas, mas com cervejas, todos acompanhados de ótimas azeitonas (comparadas às nossas) e muita batata frita (modelo Lay’s, a minha preferida), sempre ao final do dia. Todos os dias, como na ilha de Giudecca, em Veneza.

Por fim, encontramos diversos vinhos orgânicos em supermecados e mercados, de diversas regiões. Foi uma ótima oportunidade de conhecer vinhos italianos não pesados como os que encontramos aqui no Brasil e com sabores mais da fruta, com evolução no copo e tudo o mais. Prestem atenção na sua próxima viagem.
Comidas
Sem qualquer dúvida, o ponto alto da comida se deu com coisas simples, mas made in Italy: saladas, azeitonas com gosto de azeite Oliq e Sabiá, frutas, molho de tomate, tomates, queijos.
Destaque ainda para os embutidos, como mortadela bolognesa e salamis, o presunto “cozido” (Prosciutto cotto) que é feito direto no pernil, e que são encontrados em qualquer mercado com diversidade de sabores e tamanhos.
Estivemos em Modena, cidade de Massimo Bottura, que tem um mercado público maravilhoso e com os melhores salames: tenro, salinidade adequada, gordura no ponto…bem, séculos de história.
Confesso que eu e Camila bobeamos e não fizemos reservas desde o Brasil e por esse motivo não conseguimos ir aos restaurantes que havíamos anotado… a maioria precisava de reserva e não tinha abertura de fila.
A exceção foi a Osteria Brunello, em Milão, que conseguimos jantar porque era uma segunda-feira. O restautante é conhecido por sua cotelleta e risoto de açafrão (perdi as fotos).
Nós tivemos uma surpresa muito boa em Roma, no retorno do Vaticano, onde passamos por restaurante que servia os clássicos romanos: flor de abobrinha frita e o legítimo (rsss) carbonara. Ristorante Il Ciociaro.


Bom, sem reservas nos restaurantes, partimos para comida de rua e pequenos lugares.
A alimentação não é apenas saborosa na Itália, mas de qualidade… saindo dos lugares mais turísticos, tudo vale a pena, qualquer caloria.


As fotos revelam coisas comuns na Itália, e são mesmo. Eles fazem de pequenas coisas verdadeiros pontos turísticos, mas nem por isso deixam de ter qualidade, como é o Mercadão Público de SP. Desculpem-me, mas a comparação é necessária.
Não é comum, nem aqui e nem lá, pois encontramos em poucos lugares, os sanduíches de dobradinha, que para eles são tripas.

Nesse quesito, não pude deixar de ir ao clássico florentino: Tripperia Pollini.
Existem tantas coisas que eu poderia postar aqui, mas eu não conseguiria expressar o aroma, a suculência e a acidez do pêssego que encontramos em Veneza….dos mais complexos alimentos.
Bem…. na próxima postagem vamos falar sobre estilos de vestir…roupas…garimpos, coisas de que mais gostamos também.


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