A minha relação com charutos tem aproximadamente uns 20 anos, mas há uns 15 que comecei a entender a sua fortaleza…. ou melhor, as suas características.
Foi em 2009 que conheci o hoje amigo Luciano Hoffmann, que conhecia muito bem de charutos, samba, cachaça, jazz, rock e tinha bons pitacos de cinema. Ele conhecia, com ampla experiência pessoal, a culinária nordestina. Não foi opção ser amigo dele. Como escapar desta arapuca??
Lembro que em sua casa o charuto sempre esteve presente, ao som de Jorge Aragão, Beth Carvalho, Cartola, Vinícius de Moraes, mestre Paulinho da Viola, Louis Armstrong, Jizzy Gillespie e outros. Além de boas cachaças para acompanhar. À época o segmento era dominado pelas rainhas de Salinas: Claudionor e Boazinha.
Do Luciano ganhei a mítica Anísio Santiago. Não essa garrafa…aquela já se foi!

As características
Mas foi com o tempo que passei a entender as características dos charutos. Há o histórico do tabaco brasileiro com os produtores cubanos que vieram após a revolução Castrista, se estabelecendo em São Felix, no Recôncavo baiano.
No entanto, o tabaco baiano vem de antes, do século XIX, com a Dannemann e outras marcas. Vale uma olhada aqui.
Desde sempre o que me chamou a atenção era a harmonia ou desarmonia das diversas partes do charuto; como o blend ou o puro pode influenciar em seu perfil sensorial e como é possível harmonizá-lo com bebidas e alimentos.

Harmonia: entre fortaleza e o
sensorial
Harmonizar o charuto com alimentos e bebidas passa pela compreensão de sua fortaleza (intensidade) e seu perfil sensorial (sabor e aroma). Se você dominar, ou ao menos perceber essas características, conseguirá harmonizá-lo, pondendo utilizar a referência do contraste e da semelhança. Porém, é preciso não deixar que os produtos se sobreponham ao charuto ou o inverso. Eis a harmonia.
Os dias de hoje
Hoje em dia raramente bebo cachaça, por isso prefiro harmonizar charutos com café espresso, chocolate ou outras bebidas.
Em drinks, gosto bastante do frescor, do corpo cremoso, da boa base alcóolica e do perfil sensorial do Espresso Martini, seja com vodca ou gin, sobretudo para charutos com fortaleza forte, como o italiano Toscano Classico.


Já os charutos brasileiros (Dannemann: mata fina, mata norte e arapiraca) e cubanos (Partagas D6), em que o perfil sensorial é mais complexo e com fortaleza médio-forte, gosto de beber rum ou cognac . Tenho preferência especial pelo Hennesy… Bom, mas quem não tem?


Para fechar, guardo aqui no peito uma imagem do meu casamento, com minha bela Camila, em que estou com os amigos Bruno Aurélio (acendendo o charuto) e Fernando Forte, companheiros desde a época do estágio na advocacia.

Um beijo para todos eles!


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